Memórias da familia Perfeito de Magalhães - omaganifico@gmail.com

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Adelaide Perfeito de Magalhães de Vilas-Boas

Faz hoje 11 anos que morreu a muito querida prima Adelaide Perfeito de Magalhães de Vilas-Boas. 

Será hoje celebrada missa em sua memória e em Lisboa, pelas 18.30, na Igreja paroquial do Santíssimo Coração de Jesus, pelo Cónego Menezes.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

ÁGUAS DE CAMBRES

(sem data conhecida)

Panfleto publicitário das Águas de Cambres, propriedade de Francisco Perfeito de Magalhães e Menezes de Villas-Boas (3.º Conde de Alvellos), e mais tarde do seu filho Duarte Miguel de Magalhães e Menezes de Villas-Boas (5.º Conde de Alvellos).

"Águas de Cambres
Rádio Dissolvido
Portelo de Cambres – Douro
(arredores de Lamego)

Casa da Corredoura – Perfeito de Magalhães

Estação do Caminho de Ferro – Régua
Água de leve mineralização, mas de fortíssimo potencial activo

Medidas radiactivas por 10 litros
(anualmente registadas pelo professor Lepierre):
Emanação em milimicrocuries – 336
Sais de Rádio, dissolvido grama de radio elemento – 44,10

A água da nascente Ponte é a higiene da boca e da garganta. Uma simples lavagem diária evita e cura as inflamações, nevralgias, os abcessos dentários, a piorreira e os cancros.

Ingerida em pequena dosagem, cura as inflamações e ulceras do estomago e intestinos, as doenças dos rins, bexiga, uretra e ulterinas. Normaliza o coração.

A água da nescente Gruta, externamente aplicada em pensos humidos, cicatriza as dermatozes, eczemas, lupus, varises, ulceras e neoplasmas da pele. Acumulada a sua força emanatória, por indução, na gordura – lanolina – vence lentanmente os cancros profundos, substituindo com o seu rádio naturalmente difuso, as perigosas perdas de substancia cuasadas pelos raios gamma do rádio de laboratório.

As Águas de Cambres dão vigor, bem estar, alegria e mocidade. Tiram as dores. São analgésicas.

Depósito em Lisboa
Davitta Limitada
Rua Eugénio dos Santos, 81, 1.º

Depósito no Porto
Casa José Pinheiro da Silva & C.ª
Rua das Flores, 124

Depósitos em todo o país – Aceitam-se para o estrangeiro e ultramar"

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

ADELAIDE PERFEITO DE MAGALHÃES E MENEZES DE VILLAS-BOAS

Faz hoje 10 anos que morreu a muito querida prima Adelaide (sobre quem escreverei em breve). 

Será hoje celebrada missa em sua memória, pelas 16:00, na Igreja paroquial de São Martinho de Cambres, pelo Monsenhor Bouça Pires, e em Lisboa, pelas 18.30, na Igreja paroquial do Santíssimo Coração de Jesus, pelo Cónego Menezes.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

OS AZULEJOS DA CASA DA CORREDOURA



Há muitos anos ao folhear o livro “O Douro Maravilhoso" de José Correia de Azevedo, na companhia das muito queridas Primas da Azenha, Maria Carolina e Adelaide Perfeito de Magalhães e Menezes  (ou “Meninas da Azenha” como eram popular e carinhosamente conhecidas) fiquei a saber que os azulejos constantes desta imagem não eram os originais, mas que aí tinham sido colocados pelos novos proprietários (Sociéte Franco-Portugaise des Eaux de Cambres ou família do Senhor Canelas) em substituição de uns outros que tinham sido vendidos ao Museu Nacional de Soares dos Reis, no Porto, depois da venda da casa da Corredoura, pelo 3.º Conde de Alvellos, Francisco Perfeito de Magalhães e Menezes de Villas-Boas.

Que os azulejos não são os originais, parece-me  óbvio. Atendendo à magnificência de todo este solar/palácio, ao seu exterior e interior, admite-se facilmente que os azulejos originais seriam, se não os do pátio interior do Museu Soares dos Reis, uns muito similares.


Infelizmente não encontrei ainda quaisquer elementos/documentos que corroborem a informação de que terá sido o Museu Nacional de Soares dos Reis o adquirente. Da parte deste museu, infelizmente, e não obstante os inúmeros emails que tenho enviado nos últimos meses a fim de esclarecer esta história, não obtive qualquer resposta. 

No entanto, e por terem passado tantos anos, admito que tenha feito alguma confusão e o adquirente não tenha sido o Museu Nacional de Soares dos Reis, mas sim um qualquer outro museu. De qualquer forma, o facto de alguns dos bens da Casa da Corredoura, terem sido vendidos ao Museu Soares dos Reis (como comprova este link: http://cct.portodigital.pt/gen.pl?p=peca&op=bipeca&sid=cct.sections/1111103&pecaid=cct.pecas/1300236&fokey=cct.museus/13&coleccaoid=cct.coleccao/7 ) faz-me crer que esta ideia não estará errada. Acresce que a instalação do referido museu no Palácio dos Carrancas, em 1940, depois de profundas obras de adaptação, tendo sido eventualmente nessa altura instalados os referidos azulejos no pátio interior, coincide com a transferência da Casa da Corredoura para os novos proprietários e a venda dos azulejos.

Caso tenha alguma informação sobre este assunto, por favor envie email para omaganifico@gmail.com

domingo, 2 de fevereiro de 2014

CASA E QUINTA DA CORREDOURA - ANOS 60

Casa e quinta da Corredoura, em Portelo de Cambres, por volta de 1960, Lamego
Retirado do livro "O Douro maravilhoso" de José Correia de Azevedo

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

BREVE BIOGRAFIA DE UM "PERFEITO" - UM HEROI ESQUECIDO DO 31 DE JANEIRO DE 1891


Fernando de Magalhães e Menezes Villas Boas, era filho do 1.º Conde de Alvelos, o coronel Miguelista e deputado Legitimista José de Magalhães e Meneses de Vilas-Boas e Sampaio Barbosa, e de Ana Adelaide Perfeito Pereira Pinto Rebelo Pinheiro de Aragão Sauzedo, da casa da Corredoura, em Portelo de Cambres, Lamego, e irmão do 2.º Conde de Alvellos, o Eng. Francisco Perfeito de Magalhães e Menezes.

Nasceu na Casa de Alvelos, Freixo de Baixo, Amarante, no dia 13 de Setembro de 1840. Casou com Adelaide Hermínia Teixeira de Moura, filha e herdeira de Guilherme Júlio Teixeira de Moura, médico e lente da Escola Médico-Cirúrgica do Porto, 1.ºBarão de Vilalva Guimarães.

Cursou a Universidade de Coimbra onde obteve o diploma de bacharel em Matemática e o curso do Estado Maior.

Alistou-se no exército no dia 19 de Julho de 1862. Seguiu sucessivamente todos os postos até general de brigada a que foi promovido no dia 27 de Julho de 1894.

Em 1863 passou a aspirante oficial, e no ano seguinte a furriel, seguindo em Setembro de 1864 para a Escola do Exército em Lisboa. Aí frequentou o curso do Estado Maior, sendo promovido a alferes a 19.4.1865, e recebendo o Primeiro Prémio da Escola do Exército para o ano letivo de 1864/65. Concluiu o curso no ano seguinte, sendo promovido a alferes em 3.1.1866. Passou a ajudante de Campo da 3.ª Divisão do Estado Maior a 22.4.1868, sendo promovido a tenente em 21.1.1868. Em 21.4.1869, tinha já o grau de capitão, transitando para o cargo de Chefe do Estado Maior da 5.ª Divisão Militar a 3.10.1970” (fonte www.wikipédia.pt)  e promovido a major de brigada na Brigada de Instrução e Manobra a 24 de Novembro de 1871.

Foi na qualidade de chefe do Estado Maior da 3.ª Divisão que sufocou a revolta republicana de 31 de Janeiro de 1891, no Porto.

Como recompensa deste serviço à pátria e à monarquia o governo conferiu-lhe a comenda da Torre e Espada.

Fernando de Magalhães e Menezes Villas Boas, foi nomeado em Junho de 1894 governador da província de Cabo Verdee daí transferido para o Governo da província de Moçambique.

O seu governo em Moçambique durou pouco, “inspirado porem sempre pela justiça e retidão do seu caracter, mas os acontecimentos políticos de fins de 1894, de que resultou a celebre campanha de Africa, contra o grande potentado Gungunhana, determinaram a sua retirada para Europa, onde chegou já com a saúde bastante debilitada”.

Foi agraciado com os graus de Cavaleiro da Ordem de Cristo e da Ordem de Avis.

 Morreu no dia 9 de Setembro de 1899, no seu Solar da Faia, em Freixo de Baixo, concelho de Amarante.

com ele se finou um dos mais distintos oficiais do exercito português” em revista “O Occidente”.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

REAL! REAL! REAL!

Real! Real! Real!


A história não é mais que a romagem,
Do que foi, para - o que se futura …
Tal qual, aqui, se mostra, nestra imagem
Moldada de velhissima gravura!

E que fazer então, por nossa vez?
(- Dar tempo ao tempo, tem um certo perigo…)
É fazer também hoje o que Este fez:
“Real! Real! Real!” – Bradem comigo!


In “Um Soneto –O Berço Exilado” pelo Conde de Alvellos, Francisco Perfeito de Magalhães e Menezes, Porto, 1946

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

BREVE BIOGRAFIA DE SILVESTRE PINHEIRO FERREIRA

Conforme se referiu na biografia do 2.º Conde de Alvellos, Eng. Francisco Perfeito de Magalhães e Menezes, este casou com a sua prima co-irmã D. Maria Carolina Pinheiro de Magalhães Villas-Boas, filha de seu tio Fernando de Magalhães e Menezes de Villas-Boas, Oficial do Estado Maior, Bacharel formado em Matemática, deputado às Côrtes (irmão do 1.º Conde de Alvelos); e de sua mulher D. Carolina Amália Pinheiro Ferreira.

Deste casamento surgiu pois a ligação da família Perfeito de Magalhães à família Pinheiro Ferreira, família com variadíssimos ramos em Portugal (nas famílias Perfeito de Magalhães e Menezes, Cunha Menezes, Andrade e Sousa, etc) e no Brasil (nomeadamente na descendência dos Marqueses de S. Marcos e familia Paes Leme).

A supra referida Carolina Amália Pinheiro Ferreira era filha de Francisco José Marques e de Maria Lúcia Gomes Pinheiro. Neta pelo lado paterno de José Marques Ferreira e de Maria Delfina da Conceição Fortes e neta pelo lado materno de Jacob Pinheiro (industrial de sedas na Covilhã) e de Joana Felícia Ferreira.

Jacob Pinheiro e Joana Felicia Ferreira para além de Maria Lúcia Gomes Pinheiro tiveram mais dois filhos: Silvestre Pinheiro Ferreira e Joaquim Pinheiro Ferreira.

O referido Silvestre Pinheiro Ferreira veio a casar em segundas núpcias com a sua sobrinha neta Joana Felícia Marques Pinheiro, irmã da referida Carolina Amália Pinheiro Ferreira.

Desta forma o 3.º Conde de Alvellos, Francisco Perfeito de Magalhães e Menezes de Villas-Boas era por um lado sobrinho trineto, e por outro sobrinho neto, de Silvestre Pinheiro Ferreira.

Dada a relevância politica e académica que teve, e pela sua ligação familiar à familia Perfeito de Magalhães segue infra pequena biografia de Silvestre Pinheiro Ferreira:

Silvestre Pinheiro Ferreira (Lisboa, 31 de Dezembro de 1769 — Lisboa, 2 de Julho de 1846) foi um filósofo, professor, diplomata, ideólogo e político liberal que ocupou diversos postos governamentais nos primeiros anos da década de 1820, entre os quais os de ministro do Reino, ministro da Guerra e ministro dos Negócios Estrangeiros.
Ingressou em 1784 na Congregação do Oratório, tendo estudado Humanidades.

Por contestar as teorias do Padre Teodoro de Almeida numa dissertação apresentada na Universidade de Coimbra, foi compelido a abandonar a Ordem em 1791.
Para sobreviver, recorreu à actividade de professor particular, até ser nomeado por concurso em 1792, professor substituto da cadeira de Filosofia Racional e Moral do Colégio das Artes da Universidade de Coimbra.

A sua forma moderna de ensinar levou a que fosse denunciado à Inquisição em 1797 como jacobino, tendo no entaqnto conseguiu fugir, primeiro para Londres, depois para a Holanda e mais tarde para França.

Trabalhou nas embaixadas portuguesas de Paris e Haia (1798-1802) e Berlim (1802-08), aproveitando também esse tempo para aprofundar os seus conhecimentos de Botânica, Geologia e Química.

Regressado a Portugal pouco antes das Invasões Francesas, acabou por acompanhar, como conselheiro do Rei, a deslocação da corte para o Brasil.

Foi designado (1811) deputado e tesoureiro da Junta de Comércio do Reino e, mais tarde, nomeado (1820) Ministro Plenipotenciário em Washington, cargo que não chegou a exercer devido à Revolução Liberal (1820) entretanto ocorrida em Portugal e às suas repercussões no Brasil (1821) com a opção do regresso D. João VI ao país para jurar a nova Constituição (1822).

Assumiu então as funções de Director da Imprensa Régia (1821) e de Ministro da Guerra e dos Negócios Estrangeiros (1821-23), onde foi confrontado com a necessidade de obtenção do reconhecimento internacional para o novo regime português e integrou a Comissão Luso-Britanica incumbida de resolver as questões relativas à escravatura. Diversas vezes (1826, 1828, 1837, 1838, 1842) eleito Deputado às Cortes, preferiu manter-se no exercício das funções diplomáticas que então (desde 1825) exercia em Londres.

Foi Comendador da ordem de Cristo, fundador e presidente da Academia das Ciências e das Letras de Coimbra (1844), Sócio honorário da Academia Real das Ciências de Lisboa e sócio correspondente do Instituto de França.

Para além de outros ramos do saber (economia, filologia, pedagogia), dedicou-se ao direito internacional público e à filosofia do direito, desenvolvendo uma perspectiva política liberal inovadora na época: o Estado entendido como uma associação cujo fim é assegurar o gozo dos direitos naturais e originários dos homens, a segurança individual, a liberdade e a propriedade; a Democracia como ausência de qualquer privilégio, a garantia, para todos, do livre exercício dos direitos políticos”. (in http://www.laicidade.org/wp-content/uploads/2007/01/rl-silv-p-ferreira.pdf - [LMM-jan/2007].

Deixou-nos uma extensa obra, das quais se destacam: Précis d’un Cours de Droit Public Interne et Externe (1830), um dos primeiros corpos completos de direito público da Europa, Manual do Cidadão num Governo Representativo, ou Princípios de Direito Constitucional, Administrativo e das Gentes (3 vol., 1834), Noções Elementares de Philosophia Geral, e Applicada às Sciencias Moraes e Politicas. Ontologia, Psychologia, Ideologia (1839), Mutualismo: Projecto de Associação para o Melhoramento da Sorte das Classes Industriosas (1840) entre outros.

sábado, 25 de janeiro de 2014

BREVE BIOGRAFIA DE FRANCISCO PERFEITO DE MAGALHÃES E MENEZES, 2.º CONDE DE ALVELLOS

Breve biografia de Francisco Perfeito de Magalhães e Menezes, 2.º Conde de Alvellos
(em construção)

Francisco Perfeito de Magalhães e Menezes, 2.º Conde de Alvellos, era filho de José de Magalhães e Menezes, 1.º Conde de Alvellos e de sua mulher D. Ana Adelaide Perfeito de Aragão Sauzedo, da Casa da Corredoura. 

Nasceu no Porto, em 15 de Junho de 1845, na Casa da Vandoma, e faleceu na Casa da Corredoura, em Portelo de Cambres, em 26 de Dezembro de 1918.

Casou com sua prima co-irmã D. Maria Carolina Pinheiro de Magalhães Villas-Boas, filha de seu tio Fernando de Magalhães e Menezes de Villas-Boas, Oficial do Estado Maior, Bacharel formado em Matemática, deputado às Côrtes (irmão do 1Conde de Alvelos); e de sua mulher D. Carolina Amália Pinheiro Ferreira (sobrinha do famoso Ministro de D. João VI, Silvestre Pinheiro Ferreira).

Deste casamento teve cinco filhos: Maria, Francisco, José, Fernando e João Perfeito de Magalhães e Menezes de Villas-Boas.

De caracter forte, espirito alegre e vivo e de arreigados ideais monárquicos legitimistas, era dotado de génio comunicativo e curioso, revelando desde cedo especial interesse pelas áreas da matemática e da engenharia

Bacharel formado em Matemática, engenheiro civil pela Escola do Exercito de Lisboa, membro do quadro de Engenheiros de Obras Públicas, dedicou parte significativa da sua vida aos caminhos-de-ferro portugueses, através do estudo, planeamento e execução de diversos traçados nacionais. Serviu na fiscalização dos Caminhos de Ferro da Beira Alta e Torres, e na direção do Caminho de Ferro de Ambaca (Angola). Foi ainda membro da Comissão Executiva do Conselho de Administração dos Caminhos de Ferro do Estado, cargo do qual foi exonerado com a implantação da república, por decisão do Ministro do Fomento Brito Camacho, datada de 26 de Janeiro de 1911.

Oficial da Ordem de São Tiago, etc. Por decisão da Direção do Partido Legitimista, datada de Lisboa aos 21 de Outubro de 1916, foi declarado representante legítimo do título de Conde de Alvelos.

Senhor das Casas da Corredoura e da Azenha, em Cambres, concelho de Lamego e da Casa de Á-de-Barros, em Penso, concelho de Sernancelhe, era grande proprietário agrícola nos concelhos de Lamego, Armamar, Régua, Santa Marta de Penaguião, Foz Coa, e Mesão Frio.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

CASA DA CORREDOURA - ANOS 60


Casa da Corredoura, em Portelo de Cambres, Lamego
Retirado do livro "O Douro maravilhoso" de José Correia de Azevedo

CANTATA DOS TRÊS REYS MAGOUSHS (FAIA)



Cantata dos Três Reis Magoushs
(Faia)

Quem diremos nós que viva
Nesta Torre sem alcayde?
Viva a Dona sua, altiva,
Senhora Dona Adelaide!

N’esta Torre, não se nega
Caridade ao vagabundo;
E Ela tem, na sua adega,
A melhor pinga do mundo;

Nem todos dizem que sim,
Mas outros, dizem que não;
Mas provando, vê-se assim
Quem, de todos, tem razão…

E não seria, nada, mau
Por razão a mais humana
Uns bolos de bacalhau
Sonhos, das mãos da joana?

E p’ra não haver quezília
Que meta também a foice
A sua prima a Emília
Vem um prato d’arroz doce

Assim, cantamos o hino
A rigor, como é de lei…
Mas com lerias do Alcino
E com o Real Bolo Rei!

Francisco Perfeito de Magalhães e Menezes de Villas-Boas